sexta-feira, 16 de setembro de 2011

canção do mar II

Ecôa, ecoa, ecoa o som do mar, Brilha mais, brilha o mar com a luz do sol,
Brisa vai, o sol esvai, o dia vai ao encontro do luar...
Vou de pressa ao teu encontro pequena sereia, imensidão da minha ilusão, é  dor que vem de perto,
e amargo é o tempo incerto, quem me dera saber o que há de vir.
  As ondas entoam uma canção inexprimível, despertando súbitas lembranças em minha alma adormecida. é segredo, é encanto o teu canto, delírios inconstantes, forças resultantes da paixão.
 Precioso és teu olhar, que ei de me entregar, no momento em que chegar o luar. è eficaz, é sagaz , intensamente voraz.
  Devora-me,porém deixe os meus restos mortais, se sobrarem de mim álibe do desejo, o cruel e vil  pesar, é uma saudade doentil, e inesplicável, são lábios malditos e dominantes,que me envolvem, dissolvem-me, me fazendo escravo  dessa sentimentalidade mórbida.
 Em surtos ao acordar, a noite estava vestida para o núpcial, e eu ali anestesiado, ouvindo aquela canção, sentado na areia junto ao mar.

            autor :ELIZEU TORQUATO ( el poeta muertoII)

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